Fonte: Marie Claire
A Flip 2026 terminou com um recorde: cerca de 40 mil pessoas passaram por Paraty, o maior público da história do festival. Em sua 24ª edição, a festa literária reuniu alguns dos principais nomes da literatura brasileira e internacional — e, entre uma mesa e outra, movimentou também as estantes. Saiba quais foram os 10 livros mais vendidos na livraria oficial da Flip neste ano.
1. Amar é inadiável, de Socorro Acioli (Planeta do Brasil)
A coletânea de crônicas de Socorro Acioli reúne textos publicados entre 2015 e 2022 nos jornais O Povo e Diário do Nordeste, nos quais a autora parte de histórias, memórias e experiências para refletir sobre o amor, a literatura e o ofício da escrita.
2. O século dos imbecis, de Valter Hugo Mãe (Biblioteca Azul)
O livro marca os 30 anos de carreira literária do português Valter Hugo Mãe e recorre ao absurdo, à sátira e ao humor para refletir sobre o fascínio pela ignorância, a resistência ao conhecimento e as contradições da vida em sociedade.
3. Os imortais, de Paulliny Tort (Fósforo)
O livro acompanha um clã de neandertais que atravessa um território hostil em busca de sobrevivência. Ambientado em um mundo anterior à linguagem como a conhecemos, reflete sobre as origens da humanidade, as relações humanas e nosso vínculo com o passado.
4. Pela mão do povo: voto e democracia no Brasil, organização de Cármen Lúcia Antunes Rocha, Heloisa M. Starling e Nayara Corrêa Henriques Pinto (Bazar do Tempo)
A obra percorre a história da democracia brasileira a partir das eleições, das leis e dos eleitores, mostrando como o direito ao voto foi construído e disputado ao longo do tempo. Aborda reformas eleitorais, períodos de autoritarismo e redemocratização e a luta de grupos historicamente excluídos.
5. Malária, de Carmen Stephan (Tinta-da-China Brasil)
Inspirado na experiência da própria Carmen Stephan, que contraiu malária durante uma viagem pela Amazônia, o romance transforma a fêmea do mosquito que a picou em narradora da história. Ao combinar elementos autobiográficos, ficção e divulgação científica, a autora reflete sobre a fragilidade da vida e a relação entre seres humanos e natureza.
6. Bom dia, inverno, de Tamara Klink (Companhia das Letras)
Durante oito meses, um pequeno veleiro preso no mar congelado do Ártico groenlandês serviu de casa para Tamara Klink em uma experiência de isolamento radical. O relato acompanha os perigos e as descobertas desse período e traz reflexões sobre liberdade, solidão, cultura e meio ambiente.
7. O boxeador polonês, de Eduardo Halfon (Autêntica Contemporânea)
Entre memória e ficção, a narrativa acompanha personagens de diferentes origens e um narrador que investiga a própria identidade e a história de sua família. As histórias atravessam temas como pertencimento, herança, deslocamento e as marcas do passado.
8. A pediatra, de Andréa del Fuego (Companhia das Letras)
Com humor mordaz, a narrativa acompanha uma pediatra que não gosta de crianças e tem sua frieza abalada por uma relação inesperada. O romance explora as contradições da maternidade, do afeto e do cuidado, questionando certezas sobre o instinto materno.
9. A paixão pela mentira, de Paulo Schiller (Todavia)
A partir de quatro décadas de experiência clínica, o ensaio estabelece relações entre dinâmicas familiares e escolhas ideológicas para investigar o avanço de discursos autoritários no Brasil e no mundo. A análise passa por temas como fascismo, masculinidade opressiva, violência e o crescimento do consumo de medicamentos psiquiátricos.
10. O aniversário, de Andrea Bajani (Companhia das Letras)
Aos 41 anos, um homem revisita a juventude vivida entre Roma e uma pequena cidade do norte da Itália, marcada por um ambiente familiar autoritário e opressivo. Ao reconstruir as lembranças da casa que decidiu abandonar, o romance reflete sobre os vínculos entre pais e filhos, os efeitos duradouros do passado e a possibilidade de romper com a própria história para recomeçar.