Autoridades e convidados conheceram detalhes do trabalho
Na manhã desta segunda-feira (25) foram apresentados os resultados da primeira etapa de restauro do Moinho Collet, em Dois Irmãos. O evento reuniu autoridades, patrocinadores e convidados, que foram recepcionados com um café da manhã ao som de bandinha.
A solenidade foi apresentada por Elisandra Bremm, chefe do Departamento de Cultura. Inicialmente, o engenheiro Paulo Walter da Luz apresentou detalhes técnicos do trabalho realizado até o momento, que contempla obras emergenciais relacionadas principalmente à estrutura e fundação do prédio. Em seguida, falou Renato Savoldi, diretor do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (IPHAE), na oportunidade também representando a Secretaria Estadual da Cultura. “Esse é um investimento bem feito, não só para Dois Irmãos, mas para toda a região. Temos certeza que (o prédio) está de pé e que permanecerá assim por muitas gerações”, comentou.
Por fim, o prefeito Jerri Meneghetti destacou a importância deste prédio histórico para Dois Irmãos e agradeceu a todos os envolvidos no projeto, fazendo menção especial à família Collet, “grandes facilitadores do processo de desapropriação” e que era dona do antigo Moinho desde 1901.
Após os pronunciamentos, o engenheiro Paulo levou os presentes a uma visita guiada pelas obras. A etapa 2 vai contemplar o restauro da cobertura e esquadrias, enquanto a 3 tratará da acessibilidade do prédio.
Vale lembrar ainda que no dia 20 de junho será realizado o 2º Seminário de Educação Patrimonial, no Espaço Cultural Antiga Matriz (ECAM).
SAIBA MAIS
Construído em 1854, o Moinho é um dos exemplares da arquitetura industrial dos imigrantes alemães no Rio Grande do Sul. Esta primeira fase, financiada com recursos do Pró-Cultura RS (FAC) e contrapartida municipal, focou na estabilização estrutural do edifício, que corria riscos graves.
“Nesta primeira etapa, nosso foco foi devolver a segurança estrutural ao Moinho. A implantação de um sistema contemporâneo de drenagem, associada às intervenções de estabilização e consolidação de fundações e alvenarias, discretas e praticamente imperceptíveis na antiga edificação, demonstra que a engenharia moderna pode, e deve, caminhar lado a lado com a preservação da nossa história”, destaca o arquiteto Bruno W. Luz, da Equipe Técnica da Arquium.
Diferentemente do que se poderia imaginar, o restauro começou “de baixo para cima”. A primeira etapa envolveu uma operação complexa, conduzida com extremo cuidado em razão do risco de desabamentos. Foram executadas novas fundações, reforços estruturais nas alvenarias com concreto armado e galerias de drenagem para o escoamento das águas pluviais.
Embora pouco perceptíveis ao público final, essas ações foram fundamentais para estabilizar as paredes de pedra arenito, proteger a edificação contra a umidade e conter os efeitos da pressão exercida pelas águas do solo.
Hoje, com as fundações consolidadas e a icônica escadaria de pedra da fachada norte reconstruída, o Moinho conta com a estabilidade necessária para avançar às próximas etapas do restauro.