Clubes esportivos vivem ano completamente diferente e inimaginável

17/09/2020
Jogos estão suspensos desde março

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O distanciamento social criou um abismo nos esportes coletivos e de contato físico. De uma hora para outra, competições foram suspensas, ginásios foram fechados e os clubes e ecônomos passaram a enfrentar dificuldades para manter suas contas em dia. É uma reação em cadeia que ainda não tem data para chegar ao fim. 
A ACE 7 de Setembro, que completou 64 anos na última semana, não pôde fazer sua tradicional festa de aniversário – o almoço teve que ser para levar. “É um ano completamente diferente, inimaginável, inesperado. É triste ver que o convívio de setembrinos e simpatizantes do clube esteja tão prejudicado a ponto de praticamente inexistir. O ‘7’ sempre foi um local de alegrias, de prática de esportes como futebol, futsal, vôlei, tênis, bocha, e agora todas essas quadras esportivas estão vazias”, afirma o presidente Altemir Camilotti, o Toco. 
Com a queda nas receitas, as despesas tornam-se um problema. “A conta está difícil de fechar. Precisamos manter o campo, o ginásio, as quadras de tênis, de bocha e o campinho recém-inaugurado, além do salão social, pracinha e salão do tênis. Os funcionários também precisam receber, e graças a ajuda de nosso quadro social, estamos conseguindo honrar os compromissos. Nosso ecônomo também sofre, pois não estão acontecendo festas de casamento, formaturas e aniversários. A escolinha está sem poder treinar e jogar”, lamenta Toco, sem perder o otimismo. “Em breve esta pandemia deve passar e aí todos nós podemos voltar a nos encontrar”, conclui.


Dia a dia de incertezas
A AECB União começou 2020 com muitas expectativas. “Tínhamos como meta fazer alguns investimentos na manutenção do patrimônio, e para isso tínhamos eventos programados para fazer receita. Com essa pandemia, infelizmente não se fez nada”, diz o presidente Ademir Klaus. “Assim como para todos, uma das principais dificuldades é a financeira; não se tem receita para manter o clube”, acrescenta.
O Projeto Prata da Casa também sofre com a situação. “A gente vive um dia a dia de incertezas, não sabendo quando poderemos voltar a atender essas crianças. Com isso, perdem o clube, a instituição, a escolinha e o ecônomo. Não temos alternativa a não ser esperar que venham dias melhores, talvez uma liberação parcial junto com as escolas”, comenta Ademir. Também existe a preocupação de que a longa parada possa desmotivar a garotada para a prática de esportes.


Meta principal: sobreviver
Gaspar Wagner, presidente do CCE Vila Rosa, destaca que a pandemia pegou todos de surpresa. “A maior dificuldade que enfrentamos é que ninguém estava preparado para tamanha situação, principalmente financeiramente. Porém, definimos como principal meta sobreviver, em todos os sentidos”, afirma. “Este ano de 2020 nos mostrou o quão importante é a vida. Assim, refletimos sobre o que deixamos aqui depois que partimos. E parte disso é a história, algo que está muito presente no Vila Rosa. Mesmo com todos os pesares deste ano, nos motivamos cada vez mais para continuar fazendo história”, conclui Gaspar.


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