Oposição critica gastos com banheiros da praça e situação elogia obra

05/05/2020
Opiniões divididas pelo investimento em plena pandemia

Opiniões divididas pelo investimento em plena pandemia

A obra de reforma e ampliação dos banheiros da Praça do Imigrante voltou ao debate na Câmara de Vereadores nesta segunda-feira (4). O investimento de R$ 197 mil vem sendo bastante questionado em razão do momento vivido na economia.
Paulino Renz (PDT) classificou como falta de respeito com o povo. “Estamos no começo de uma pandemia que ninguém sabe onde vai parar. Se a prefeitura tem R$ 200 mil para investir em banheiro, deveria ter R$ 200 mil para investir em cinco ou seis poços artesianos”, afirmou. Elony Nyland (MDB), por sua vez, parabenizou a administração municipal. “Quando fui secretário de Serviços Urbanos, as pessoas nos cobravam dizendo que os banheiros eram um lixo”, comentou. “A obra está saindo agora porque já foi licitada em novembro e era para ter saído em janeiro”, acrescentou. 
Sérgio Fink (PDT) questionou as datas. “Não foi licitada em novembro. A abertura para inscrição foi em fevereiro, a proposta foi homologada em 3 de março e a assinatura do contrato foi em 7 de abril”, alfinetou. Paulinho Quadri (MDB) defendeu a prefeitura. “É uma obra digna para as pessoas de Dois Irmãos e para aqueles que vêm visitar a cidade. A contratação foi feita rigorosamente dentro da Lei”, declarou. 
Eliane Becker (PP) lembrou que a reivindicação é antiga. “Quem usa, reclama daqueles banheiros imundos, assim como são os da Praça dos Três Poderes”, afirmou. Joracir Filipin (PT) disse que o problema não é a obra, mas o momento. “Deveriam focar esses recursos na saúde, nas pequenas empresas. Pisaram na bola. Podiam melhorar os banheiros, mas não precisava gastar esse horror neste momento”, comentou.


PURA PIMENTA
No espaço de líder, Elony voltou à tribuna. “Não adianta vereador que por sete anos defendeu o governo até embaixo d’água agora ficar gritando e dizendo que está tudo errado. Se a licitação foi em janeiro ou fevereiro, não importa. O planejamento começou em novembro”, declarou. 
Sérgio rebateu em seguida. “Quando se investe R$ 197 mil neste momento, é porque tem dinheiro sobrando. Se tem dinheiro sobrando, qual é o critério de prioridades?”, questionou ele, citando outros gastos: aditivo de R$ 166 mil na nova Emergência 24h, aditivo de R$ 155 mil na ponte da Avenida Sapiranga, R$ 44 mil em aluguel de lonas e a diferença de R$ 400 mil apontada na perícia dos asfaltos nas avenidas 25 de Julho e 10 de Setembro.


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