Blog do Jornal Dois Irmãos


01/09/2014

Show de funkeiro durante o Kerb provoca polêmica em Dois Irmãos

A menos de um mês para o Kerb de São Miguel, um assunto gerou polêmica esta semana em Dois Irmãos: o grupo festivo Bullets United vai trazer para a sua festa o show do Mc Jean Paul. O assunto repercutiu em lugares como as redes sociais, na Câmara de Vereadores, em um pronunciamento do vereador Sérgio Fink; e também foi citado durante uma reunião do Conselho Municipal de Cultura. As opiniões são diversas. Em um dos comentários postados em uma rede social, é relembrado o fato de que, no ano de 2012, a administração chegou a contratar uma escola de samba para se apresentar no Kerb, o que acabou não acontecendo. O Kerb dos grupos festivos ocorre nos dias 27 e 28 de setembro. 
O JDI ouviu a opinião de representantes de grupos festivos, especialmente do Bullets United, e o secretário municipal de Turismo, João Luiz Weber. Leia a seguir: 

Vantuir Wiest, do HSG
“É preciso trazer novidades, mas que enalteçam a cultura”
Vantuir Wiest é um dos fundadores do HSG (Hunsrück Stammtisch Gruppe) Aus Baumschneis, grupo criado oficialmente em 29 de setembro de 2003, Dia do Arcanjo São Miguel. Desde então, eles vem divulgando o evento de tradição alemã e são atração no Kerb e outros eventos culturais, que enaltecem, em especial, a tradição do povo germânico. A vinda de um funkeiro para as festividades do Kerb não foi bem vista por Vantuir e os amigos do grupo, tanto que ele resolveu postar um texto em seu blog. De acordo com Vantuir, é preciso sim trazer novidades ao evento, mas que enalteçam a cultura. “Não podemos fazer um Kerb de 1940. Na Alemanha, por exemplo, em cidades como Colônia e Munique, ou até em Blumenau, que está mais próximo de nós, há regras para participar das festas como o Kerb daqui. Eles cultivam suas culturas, mas, ao mesmo tempo, modernizam suas festas. As músicas típicas trazem sons de guitarra, no ritmo do rock, por exemplo. Nós, do HSG, nos espelhamos em festas como estas e há quatro anos fazemos nosso Kerb baseados neles”, destaca Vantuir. “Muitas pessoas daqui vão para Blumenau e se vestem com roupas típicas. Por que aqui eles têm vergonha?”, questiona ele.

“Cada um decide o que faz”,
diz secretário João Luiz
O secretário municipal de Turismo, João Luiz Weber, destacou que “cada um decide o que faz”. “Com ou sem Mc, sempre se tocou outros estilos musicais nos grupos festivos”, comenta ele, ressaltando que, nos espaços oficiais do Kerb (com programação da prefeitura) só haverá bandinha. 


Conselho de Cultura
Na última quarta-feira, dia 27, durante reunião do Conselho de Cultura, os estilos musicais tocados durante o Kerb também foram discutidos. “Não nos posicionamos especificamente sobre o fato de um grupo trazer um funkeiro. O que destacamos é que seria importante manter a tradição alemã e que se tocasse só música tradicional”, diz a presidente Solange Kamphrost. Nos bastidores, circulou a informação de que o Conselho de Cultura se colocaria oficialmente contra o show do funkeiro, mas ela disse que não há nada neste sentido. A próxima reunião do conselho será no dia 3 de setembro.

O que diz o Bullets United 
Pietro Rosso
Representante do grupo
“O nosso Clube Festivo Bullets United está na 6ª edição do Kerb, e neste ano vamos trazer um músico de funk para fazer um show de 1 hora. Todos os anos, como de costume, colocamos músicas temáticas alemãs até início da noite e depois diversificamos com todos os estilos de música, independente de gostos musicais. Nós sabemos que o Kerb é uma comemoração típica alemã, com sua cultura e costumes, e nestes cinco anos sempre mantivemos a tradição, dando espaço também para outros estilos musicais.  Sem preconceitos, o evento é realizado seguindo o bom senso social e, como todos os grupos, diversificamos no repertório de músicas para contemplar todos os gostos. 
Nosso evento é realizado todos os anos, e de forma unânime decidimos por inovar na programação musical com o respaldo e pedidos pelo grupo de jovens que frequenta nossa festa. Esta polêmica que está ocorrendo com nosso grupo não nos compromete a alterar o que já está definido. O Bullets Kerb traz pessoas de todo Rio Grande do Sul, e é sempre muito elogiado, fazendo com que muita gente retorne e sejam fiéis a nossa festa. Não estamos fazendo mal a ninguém, muito pelo contrário, estamos levando o nome da nossa cidade para outros lugares e mostrando o quão divertido é o Kerb de Dois Irmãos.  Este show que traremos será um a mais no trabalho que já viemos fazendo desde 2008.
Nossa festa é particular, ou seja, não estamos fazendo uso do dinheiro público, muito pelo contrário, todo gasto que temos vem do nosso caixa e parte de patrocinadores. Portanto, seria de certa forma um questionamento vazio afirmar que não estamos seguindo os costumes da nossa tradição”.

+1 Clube Festivo
 Fernando Mosiaga
Representante
“Hoje, infelizmente, graças ao mundo capitalista que vivemos, todas as datas festivas viraram comércio, Natal, Páscoa, Dia dos Pais, das Mães e aí por  em diante. Eu, sinceramente, não gosto de funk, mas aí eu pergunto: quem nunca cantou, dançou e deu risada em alguma festa embalando por um funk? Achei uma baita jogada de marketing do pessoal. Hoje o que move o Kerb são os grupos festivos, que trazem público de fora e que mais divulgam. Ao menos eu já vi propaganda de todos os clubes festivos no Facebook, Instagram, Twitter, e da prefeitura não vi nada até agora. Então, se chamou público, para eles a iniciativa foi válida”. 

Desfile Cívico terá como tema os 20 anos da coleta seletiva


Jovem que deu nome ao mascote Seleco foi convidado para participar no dia 10

Neste ano a cidade de Dois Irmãos comemora 20 anos de coleta seletiva de lixo. O processo, que é indispensável para viabilizar a reciclagem, foi iniciado durante o mandato do então prefeito Renato Dexheimer, e virou referência no Estado. Hoje em dia todos sabem que somos abordados frequentemente por assuntos envolvendo o meio ambiente em diversos meios, como internet, televisão, revistas e jornais. Mas e há 20 anos, quando a comunicação não era tão abrangente, principalmente em campanhas de conscientização, como no exemplo da coleta seletiva?
Foi pensando nisso que, no ano de 1994, a Secretaria Municipal de Saúde, com o apoio e o patrocínio do Jornal Dois Irmãos, lançou o concurso “Dê Nome ao Boneco da Campanha Seletiva de Lixo”. O mascote, que é sempre uma ótima forma para interagir de maneira lúdica com crianças, já tinha um rosto, porém, faltava o nome, e ninguém melhor para escolher do que as próprias crianças que estudavam nas três redes de ensino na época. Foram enviadas 1.345 sugestões, mas só uma delas poderia dar nome ao boneco oficial da campanha. Essa difícil tarefa ficou a cargo de uma comissão formada por Luiz Carlos Carvalho dos Santos, enfermeiro chefe do Departamento de Saúde de Dois Irmãos; Flávio Vier, então presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), pelo jornalista Clóvis Bastian e pelo estagiário de Biologia Julian Mauhs.
O vencedor do concurso foi Thiago Schoene, então aluno de 10 anos do Colégio Imaculada Conceição, e sua sugestão de nome foi SELECO. Hoje, 20 anos depois, Thiago tem 30 e trabalha como Técnico em Telecomunicações. Ele conta que na época viu a promoção no Jornal Dois Irmãos e achou interessante, até porque uma bicicleta era o prêmio para o ganhador. Ele lembra como chegou ao nome vencedor.“Tentamos juntar as informações, como era um boneco que tinha relação com a separação do lixo e a coleta seletiva, saiu Seleco”, conta, aos risos. Mas ele confessa que teve uma ajuda muito especial. “Meu pai me ajudou a dar o nome. Fiquei orgulhoso e muito feliz na época por nosso trabalho ter dado nome ao mascote da coleta seletiva”, completa Thiago.

CONVITE PARA O DESFILE
Neste ano o Desfile Cívico de Dois Irmãos, que acontece no dia 10 de setembro, tem como tema os 20 anos da coleta seletiva no município. E para relembrar o início desse trabalho, Thiago foi convidado a participar do evento. “Fiquei surpreso e feliz por ser lembrado. Com certeza vou comparecer para dar o exemplo para a criançada”, afirma ele.

Brigada Militar retoma atividades do PROERD

Depois de meio ano, as atividades do PROERD- Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência, foram retomadas nas escolas de Dois Irmãos pela Brigada Militar. De acordo com o Soldado Josiel Neves, instrutor do PROERD ao lado dos soldados Gilson e Viviane, neste segundo semestre o programa será desenvolvido em todas as escolas das três redes de ensino, somando mais de 500 alunos de 5º ano. As atividades seguem até o dia 26 de novembro, quando ocorre a formatura. 
Em Dois Irmãos, o PROERD foi desenvolvido pela primeira vez em 1999 e desde 2008 abrange todas as turmas de 5º ano do município. Desde então, mais de 5.700 alunos já disseram “NÃO ÀS DROGAS”. Além de turmas de 5º ano, as atividades também já foram desenvolvidas com turmas de educação infantil e 7º ano, além de uma edição do PROERD Pais. Segundo o Soldado Neves, um novo currículo de atividades será aplicado nesta edição. “Até o ano passado, as crianças conheciam as drogas e os males que elas causam, e a partir disso aprendiam que aquilo não faria bem para elas. Agora, vamos trabalhar a decisão de escolha das crianças. Reforçar para elas o quanto a decisão delas será importante na vida delas”, destaca ele.  

27/08/2014

Sueli Velten Gernhardt recebe título de Cidadã Honorária de Dois Irmãos


A Câmara de Vereadores viveu mais uma noite especial nesta segunda-feira, dia 25. 

Sueli Velten Gernhardt foi homenageada com o título de Cidadã Honorária de Dois Irmãos. Ela é uma das fundadoras da Liga Feminina de Combate ao Câncer no município e, não bastasse isso, enfrentou duas vezes a doença e saiu vitoriosa. Familiares, amigos e voluntárias da Liga Feminina prestigiaram a homenagem, que foi marcada pela emoção e pelo exemplo de superação.
A iniciativa de conceder o título de Cidadã Honorária para Sueli partiu da vereadora Eliane Becker (PP), através de uma sugestão do colega Sérgio Fink (PTB). Inicialmente, o presidente Jailton Proença (PDT) leu uma pequena biografia da homenageada (ver quadro abaixo).
- Acima de tudo, você nunca perdeu a fé. Deus tem seus caminhos e muitas vezes não sabemos explicar. Mas com certeza agora você pode muito mais do que podia antes – comentou Jailton.
Eliane enalteceu o trabalho voluntário de Sueli e de todas as integrantes da Liga Feminina, presenteando a homenageada com uma orquídea.
- Se cada um se doasse um pouquinho, como vocês fazem, nosso país seria diferente. Esta aqui é uma orquídea exótica, que tem tudo a ver com a Sueli e as voluntárias da Liga Feminina. Um grupo de pessoas que se dedicam ao próximo é algo raro, exótico – disse.
Sérgio Fink parabenizou as voluntárias e destacou a importância dos maridos que ajudam as mulheres a encarar uma doença tão cruel como o câncer.
- O pior para quem está em uma situação de dificuldade é ter que enfrentar a sensação de abandono. Por isso, temos que reconhecer quem fica ao lado dessas mulheres.
Para o vereador Paulinho Quadri (PMDB), a Liga Feminina é um exemplo de grande coragem.
- E esta coragem se estendeu a você que enfrentou a doença duas vezes e venceu – afirmou ele.
Joracir Filipin (PT) disse que Sueli é uma guerreira, uma pessoa iluminada por Deus na missão de ajudar os outros. Léo Büttenbender (PT) destacou sua alegria de viver, fundamental no apoio a quem está em dificuldades. Para Márcio Goldschmidt (PT), o exemplo e a luta de Sueli servem de inspiração para muita gente. Jair Quilin (PDT) destacou sua força:
- Essa luta contra o câncer, que você venceu, mostra o quão forte você é – declarou o vereador.
Em nome da Liga Feminina, a atual presidente Carmen Zamboni agradeceu a colaboração de todos com a causa da entidade e, muito emocionada, parabenizou Sueli pela justa homenagem:
- Ela é uma guerreira. Não temos palavras para agradecer tudo o que ela faz por nós – disse.


“Guerreira é a minha mãe”, afirma Sueli
Prometendo não chorar, Sueli agradeceu as belas palavras de todos na tribuna. Ela fez questão de destacar que a maior guerreira é sua mãe, dona Ilga, que teve duas filhas com câncer.
- Ela teve que aguentar não só o meu câncer, mas o da minha outra irmã também, que foi enterrada aos 46 anos de idade. Em 2012, ela estava com a minha irmã deitada no caixão, carequinha, e abraçada a mim, também careca por causa da doença. Isso sim é ser uma mulher guerreira, de muita fibra. Como é que eu poderia me entregar tendo essa mulher do meu lado? – comentou Sueli.
 A grande homenageada da noite lembrou ainda que, sem o apoio de todas as voluntárias, a Liga Feminina de Dois Irmãos não seria a referência estadual que é hoje, e afirmou que uma das metas do grupo é construir uma nova sede para a entidade. Por fim, Sueli recebeu a placa de Cidadã Honorária das mãos de Eliane Becker, encerrando a solenidade especial. 

Quem é Sueli
Sueli Velten Gernhardt tem 54 anos e nasceu em Ivoti. É casada, tem duas filhas e uma neta. 
Muito jovem, com 14 anos, ela iniciou suas atividades profissionais no setor calçadista. No entanto, muito ativa e comunicativa, sempre exerceu alguma atividade paralela, principalmente na área do comércio. No ano de 1991, veio de Ivoti para Dois Irmãos, como sócia de loja de confecções. Hoje está aposentada.
Sentindo a necessidade de fazer algo mais e sabendo que uma amiga estava com câncer, sendo assistida pela Liga de Ivoti, no ano de 2003, ela teve a ideia de criar a Liga Feminina de Combate ao Câncer em Dois Irmãos, com o apoio e o incentivo das amigas da Liga de Ivoti. Assim, em 2004, a Liga de Dois Irmãos iniciou suas atividades, ainda na informalidade, por um grupo de amigas por ela convidadas, que na sua grande maioria fazem parte da entidade até hoje. Em 2005, após várias peregrinações a inúmeros órgãos, a Liga Feminina de Combate ao Câncer de Dois Irmãos foi oficialmente criada, sendo Sueli a primeira presidente, cargo que exerceu até 2013, quando a presidência foi assumida por Carmen Zamboni.
Durante todo esse período, Sueli representou a Liga nos eventos municipais, estaduais e nacionais, também participou ativamente de visitas aos nossos assistidos, sempre auxiliando nas mais diversas necessidades dos doentes. Em 2011, através de campanhas e do esforço, trabalho e reconhecimento de toda a equipe e apoio do poder público municipal, a entidade conseguiu realizar seu grande sonho, que era a aquisição da sede própria.
Quando criou a Liga em Dois Irmãos, ela jamais imaginaria que fosse acometida pelo câncer. 
- Para minha surpresa, tive dois: um de mama em 2007 e outro de ovários em 2012. Graças a Deus, hoje estou curada. 

Em 2013, sua filha de 30 anos de idade teve câncer de mama e hoje também está curada.


CDL inaugura sua nova sede com homenagem a empresas jubiladas


A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Dois Irmãos completa nesta segunda-feira, dia 25, 37 anos de fundação. A data foi marcada pela inauguração na nova sede, na Av. Florestal, 1074 (em funcionamento desde dezembro). Além disso, foram entregues 28 troféus para empresas jubiladas, que estão completando 10, 15, 20, 25, 35, 40 e 55 anos. A nova sede conta com 400m² construídos, sendo dividida em sala de estar, cozinha, banheiros, quatro salas comerciais, sala de reunião e demais dependências. A segunda fase do projeto conta com auditório e estacionamento. O horário de atendimento é de segunda a sexta-feira, das 8h às 11h45 e das 13h30 às 18h. O telefone é 3564-2200.


Sede própria é uma grande conquista
O presidente da CDL, Ademir Berlitz, destacou que é um momento muito importante para a entidade. São 37 anos de liderança e conquistas, sendo a maior delas a construção da sede própria. “A CDL tem o compromisso de buscar o crescimento de seus associados, com projetos fortes e ações que realmente geram resultados, fazer o melhor e dar o máximo para que a entidade seja forte e respeitada”, afirmou Ademir, agradecendo a todos que colaboraram e ajudaram a concretizar os sonhos.
Ainda conforme o presidente, o comércio é um dos setores da economia que gera emprego e renda para a cidade, além de impostos, fundamentais para o desenvolvimento de Dois Irmãos. A prefeita Tânia da Silva parabenizou as secretárias da CDL, Laurete Boll Wagner e Márcia Spengler, que independente da gestão estão dispostas a ajudar. “Parabenizo a entidade pela parceria, seriedade e comprometimento com Dois Irmãos. A nossa cidade tem um diferencial que é o atendimento”, comentou a prefeita, parabenizando a segurança pública por zelar pela cidade.
Vitor Augusto Koch, presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes e Lojistas do RS, parabenizou a entidade pela obra bonita e vistosa. “Dois Irmãos merecia um espaço assim”, disse ele, ressaltando que isso é o reflexo da busca do comércio por uma economia sustentável. 

Empresas homenageadas

10 anos
Aladdin Modas
Casa da Costureira
Nohow Informática
Tintas Berlitz
Engelmann Eletro Motores
Agropecuária Hortêncio
Ponto Econômico

15 anos
Brilhu's Ótica e Joalheria
Minimercado São Luiz
Chocolates Plátanos
Bruna Calçados
Metalúrgica Gassen
Ouro Preto

20 anos
Padaria Recanto Colonial
Bar e Armazém Spengler
Pinto e Bordo
Mercado e Açougue Wagner
Auto Mecânica Henzikar

25 anos
DLC Móveis
Momentos Moda Íntima
Mercado Irmãos Schmitz
Madeireira Santo Antônio
Móveis e Esquadrias Circular

35 anos
Produtos Becker
Michelle Modas

40 anos
Supermercado Dois Irmãos
Instaladora Engelmann

55 anos
Madeireira Herval



22/08/2014

Os dois lados da moeda

Bancos e estabelecimentos comerciais sofrem com a falta de moedas para troco.

O costume de juntar o troco de moedas em cofrinhos ou em casa sempre pareceu inofensivo, não é? Mas já parou para pensar que esse hábito pode estar prejudicando a economia do país?
Que atire a primeira pedra quem nunca recebeu uma bala como troco na hora das compras no supermercado. O motivo disso todos nós conhecemos, são as moedas que estão cada vez mais escassas. Mas você já imaginou que comerciantes podem estar tomando esse tipo de medida por uma atitude nossa? Afinal, quem não tem aquele punhado de moedas jogadas no carro, ou um troquinho esquecido na gaveta de casa? Mas o principal responsável, sem sombra de dúvidas, é o popular “cofrinho”, aquela economia que fazemos para comprar algo, sabe?
Segundo o Banco Central, uma em cada quatro moedas fabricadas no Brasil está fora de circulação, o que representa em média 27% das moedas, que provavelmente estão esquecidas em algum lugar. Os transtornos causados por esse hábito são visíveis nas transações comerciais de varejo, ou seja, a famosa falta de troco em praticamente todas as regiões brasileiras. A resistência por parte da população brasileira em utilizar moedas metálicas no seu dia a dia provoca um fenômeno chamado de entesouramento. O entesouramento leva o Banco Central a encomendar permanentemente mais peças para a Casa da Moeda, gerando um gasto de recursos públicos.

A história das moedas
As primeiras moedas, cunhadas em ouro e prata, surgiram na Lídia (atual Turquia), no século VII a.C. Eram parecidas com as que conhecemos hoje, com peso e valor definidos e com a impressão do cunho oficial. Dizem que as moedas revelam a mentalidade de um povo e de sua época. A escolha do que será representado em uma moeda não é aleatória e envolve aspectos políticos, econômicos e culturais. A primeira figura histórica a ter sua imagem registrada numa moeda foi Alexandre, o Grande, da Macedônia, por volta do ano 330 a.C.. Já a história da moeda no Brasil começou com Dom Sebastião, que determinou, em 1568, a circulação de moedas portuguesas na nova terra descoberta, a fim de promover a integração entre a América Portuguesa e o império de Portugal.


Quanto custa produzir moedas?
Moedas de um, cinco, dez e vinte e cinco centavos não se pagam. O custo de produção delas supera o valor que as mesmas têm no mercado. Confira os valores na tabela abaixo:
R$ 0,01 centavos, custo de produção R$ 0,09
R$ 0,05 centavos, custo de produção R$ 0,12
R$ 0,10 centavos, custo de produção R$ 0,16.
R$ 0,25 centavos, custo de produção R$ 0,27
R$ 0,50 centavos, custo de produção R$ 0,24
R$ 1,00 real, custo de produção R$ 0,28


Caixa Econômica Federal
“Conheço casos de pessoas que guardam muito dinheiro em casa em seus “cofrinhos”, tenho inclusive, um conhecido que paga o IPVA em moedas. Mas a população precisa se dar conta do custo e das questões de logística que a produção de mais moedas envolve, sendo assim, não podemos simplesmente tirá-las do mercado. Sempre que possível devemos facilitar o troco e colocar nossas moedas guardadas em circulação, pois elas são de grande valor para a economia. E para quem não deseja gastar seu dinheiro, existe a opção de abrir uma poupança, é seguro e você recebe os rendimentos”.
Mário João Walter, gerente geral da Caixa Econômica Federal, Agência Dois Irmãos

Lotérica Quinas & Zebras
“Sempre abasteci meu estoque de moedas da Caixa Econômica Federal, mas quando a fonte seca é sinal de que o problema atingiu outras proporções. Muitas pessoas cultivam o hábito de juntar moedas em casa, quando o ideal é que elas continuem circulando no mercado. Como trabalhamos com recebimento de contas, que dificilmente vem com valores arredondados, o troco é extremamente necessário. Em 16 anos de lotérica tive que tomar uma medida a respeito do assunto, coloquei um cartaz pedindo que os clientes procurassem facilitar o troco na hora do pagamento. Além de agilizar o atendimento, o uso das moedas movimenta um dinheiro que estava fora do mercado, ou seja, todo mundo sai ganhando”, diz José Carlos Vier, proprietário da Lotérica Quinas e Zebras.

Banrisul
“Cada um tem seu modo de economizar, e alguns optam pelas moedas. Porém, é uma maneira pouco viável de juntar dinheiro, até pelo transtorno de trazer uma grande quantia de moedas para uma agência bancária na hora de efetuar o depósito. Temos uma grande procura por troco da parte do comércio local, que, em minha opinião, é o mais atingido nessa situação. Acredito que a falta de moedas no mercado acaba fazendo com que as pessoas percam o costume de facilitar o troco na hora do pagamento, ou seja, um é efeito do outro”.
Gustavo Portella Faé, gerente geral do Banrisul, Agência Dois Irmãos

Sicredi
“Além de tirar dinheiro de circulação e gerar um custo grande com a produção de mais moedas, também afeta o comércio local”.
Joice Kunz, gerente do Sicredi, Unidade Dois Irmãos

Itaú
“As pessoas não gostam de carregar moedas, por esse motivo acabam chegando em casa e colocando todas de lado. Algumas moedas costumam ficar mais escassas no mercado, e um dos piores casos são as de R$ 0,05 centavos. Uma dica que dou para quem guarda grandes volumes de moedas em casa, é que comece a trocar estas por cédulas nos próprios estabelecimentos comerciais e depois passe em uma agência bancária para depositar o dinheiro”.
Jonatas Boesel Ribeiro, gerente operacional do Itaú, Agência Dois Irmãos

Banco do Brasil
“Guardar moedas em casa faz parte da cultura local, porém, depositar grandes volumes causa transtornos, até pelo tempo que se leva para conferir o valor total trazido pelo cliente. Como a carência de troco no comércio é grande, as pessoas deveriam trocar suas moedas nos estabelecimentos locais. O comércio agradece”.
Jorge Luiz Soares, gerente do Banco do Brasil, Agência Dois Irmãos

Bradesco
“Com o dinheiro em casa as pessoas deixam de rentabilizar. Além de não receber juros, também acabam prejudicando a circulação do dinheiro. Portanto, sempre que tiver moedas deposite ou repasse”.
Juliana Feldes, gerente de Pessoa Jurídica do Bradesco, Agência Dois Irmãos

Mercados
Gabriela Friedrich trabalha como caixa no Mercado Irmãos Schmitz e, diz que a situação se torna mais frequente em dias de pagamento, pois os clientes aparecem com notas de alto valor para pagar contas ou fazer compras. Segundo ela, o problema foi amenizado devido o uso de cartões de crédito, mas não nega que escuta frequentemente, durante seu expediente, pessoas falando que não gostam de carregar moedas, pois elas pesam nos bolsos e nas carteiras. “Talvez esse seja o motivo da falta de troco, mas a situação deveria ser revertida. Os clientes podem programar suas compras facilitando o troco com algumas moedas na hora do pagamento, assim elas não são acumuladas e esquecidas em casa” diz a funcionária do caixa.

Transporte Público
Marco Antônio Lima, popularmente conhecido como Marcão, é cobrador de ônibus na Empresa de Transportes Wendling, e conta que a falta de troco é uma reclamação antiga na profissão. Ele trabalha na empresa há um ano e meio, e já passou por diversas situações complicadas.  “Ontem, fiz a linha de Dois Irmãos até São Leopoldo, vale lembrar que o custo da passagem é de R$ 4,15, mas recebi dos passageiros 11 notas de R$ 50,00. Imaginem o quanto é complicado conseguir trocar tanto dinheiro em um espaço tão curto de tempo! É desgastante para mim e para os passageiros. Por isso, sempre que possível, facilite o troco. Você se livra das moedas que pesam na carteira e ainda ajuda o cobrador”, diz Marcão.

Reportagem de Greici Dapper.

Ginásio Arno Nienow passará por nova reforma no assoalho


O Ginásio Arno Nienow, localizado no bairro Navegantes, passará por novas reformas no assoalho. A última reforma foi concluída em abril, mas o trabalho deixou a desejar. Conforme o secretário de Planejamento e Habitação, Nei Fernando Ferraz, em decorrência da grande umidade no local, o piso reformado apresentou novos problemas. “Foram trocados os tabuões que estavam feios e soltos, e depois o piso foi lixado e selado. Mas, infelizmente, após a aplicação do selador, a umidade estufou o assoalho”, explica o secretário.

Todo o assoalho e os barrotes foram removidos. Agora, o contra-piso também será reformado. Segundo informações do secretário, empresas estão orçando a nova reforma, que ainda não tem um valor definido. “A ideia é revestir a quadra novamente com tabuão ou concreto emborrachado. É uma reforma que não estava prevista”, afirma Nei, destacando que o ginásio poderá ser usado somente no início do próximo ano. Mesmo sem custo definido ainda, sabe-se que o valor da nova reforma deve ser elevado. O secretário de Administração, Juarez Stein, lamenta que o problema não tenha sido percebido antes. “A umidade do prédio pode ter interferência por sua localização próxima ao arroio. Está sendo estudada a colocação de uma manta asfáltica na cobertura do ginásio, a fim de diminuir a umidade”, afirma Juarez.

Mais de 35 mil nos últimos 4 anos
De acordo com a Secretaria de Educação, Cultura e Desporto, o piso do Ginásio Arno Nienow passou por reformas anuais desde 2010. Em todas as manutenções, houve troca de tábuas deformadas, lixação e colocação de laka em partes distintas do piso. As reformas dos últimos quatro anos contabilizam um gasto total de R$ 35.234,00, sendo que a última foi de R$ 17.434,00.